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A ascensão, a queda e o novo salto da Nintendo

Livro aborda uma empresa familiar, do século 19, que hoje é sinônimo tecnologia

Carla Miranda

27 de janeiro de 2011 | 15h18

A Nintendo é um dos maiores exemplos de aliança entre pioneirismo e tradição, como mostra o recém lançado livro “Playing to Winn”, escrito pelo jornalista Daniel Sloan, da agência Reuters.

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Alguns fatos fizeram da Nintendo um caso particular. Trata-se de uma empresa antiga (fundada no século 19), que se manteve familiar por mais de cem anos, até 2002, e mesmo assim se caracterizou por diversas tentativas de inovação, algumas acertadas outras falhas.

Conheça alguns fatos marcantes da história da Nintendo, citados em resenha do livro no “Financial Times“:

– A Nintendo foi criada como fabricante de cartas de baralho em 1889 e, desde então, teve apenas quatro presidentes. O atual, Satoru Iwata, é o primeiro que não pertence à família Yamauchi, fundadora da companhia.

– A empresa já tentou diversificar os negócios de várias maneiras. Chegou a entrar nas áreas de motel, venda de arroz instantâneo e boliche. Mas também houve acertos. Fechou um acordo com a Disney para colocar personagens famosos nas cartas de baralho.

– Na década de 1960, fundou um departamento de desenvolvimento de jogos e lançou uma unidade chamada “Game & Watch”, de aparelhos portáteis.

– Em 1983, a empresa começou a tomar a forma que conhecemos hoje. Naquele ano foi criado o Family Computer, que se tornou, internacionalmente, o NES (Nintendo Entertainment System). Foi nesse âmbito que se desenvolveram os jogos Donkey Kong e Mario.  

– No final dos anos 1990 e início dos 2000, uma crise: a empresa lançou produtos cada vez mais complexos que, ao mesmo tempo, faziam cada vez menos sucesso. Perdeu espaço para o Xbox, da Microsoft, e PlayStation, da Sony. O presidente Hiroshi Yamauchi percebeu que era hora de mudar e “empossou” Iwata em seu lugar.

– Iwata, com o designer Shigeru Miyamoto, adotou a teoria do “menos é mais” e simplificou os produtos. Sob seu comando, a Nintendo lançou o Wii. Mas o mais curioso é que Miyamoto transformava seus hobbies em produtos, estratégia que deu certo. Por exemplo, por sua mania de se pesar, lançou o Wii Fit; pela paixão por cachorros, criou a Nintendogs. Foi durante essa fase que a Nintendo voltou a aparecer na cena global como um dos principais “players” de jogos eletrônicos.

Leia resenha no site do “Financial Times” (em inglês)

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