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Ajuste fiscal da Espanha é o mais duro de toda a Europa

País terá que cortar déficit em 5,5%, mais do que a Grécia, que está em situação pior

Carla Miranda

29 de março de 2012 | 18h26

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A Espanha, país onde centenas de milhares de pessoas protestaram nas ruas durante um greve geral nesta quinta-feira, 29, aceitou fazer o maior esforço fiscal de toda a Europa, observa a revista britânica The Economist.

Isso não quer dizer que a Espanha ficará com as contas públicas mais equilibradas do que os demais membros do bloco se cumprir a meta. Significa apenas que se comprometeu a dar o maior passo rumo a um equilíbrio. Mesmo se atingir o objetivo, continuará em situação bem pior do que, por exemplo, a Alemanha.

O chamado déficit fiscal (diferença entre os gastos e as receitas do poder público) na Espanha correspondeu a 8,5% do PIB (produto interno bruto) no ano passado. Pelo acordo com a União Europeia, esse número precisa baixar para 3% em 2013. Ou seja, em dois anos, o país o ajuste fiscal será de 5,5% do PIB.

A Alemanha terá que fazer um esforço bem menor, de apenas 0,5% do PIB. Mas isso é justificado pelo fato de que o país está em situação muito melhor. No ano passado, seu déficit era de apenas 1%.

Já a Grécia, que no ano passado teve um rombo fiscal praticamente igual ao da Espanha, comprometeu-se a fazer um esforço menor, de 3,8% do PIB.

O site da Economist traz um gráfico com as metas de ajuste fiscal de países europeus selecionados.

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