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Alta de 0,5 ponto na Selic põe fim a consenso entre analistas

Especialistas agora mostram divergências nas projeções para o juro básico

Carla Miranda

22 de julho de 2010 | 10h09

Se há uma semana havia praticamente uma unanimidade, entre analistas de mercado, sobre o ritmo de aumento do juro básico, agora, após a surpreendente decisão do Banco Central de elevar a taxa em 0,5 ponto percentual, sobressaem dúvidas e divergências entre os especialistas.

Na última quinta-feira, dia 15, apenas uma entre 64 instituições financeiras consultadas pela Agência Estado previa aumento de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros – o que efetivamente se concretizou. Todas as demais projetavam alta de 0,75 ponto.

Ontem, em nova pesquisa, o número dos que esperavam elevação de 0,5 ponto aumentou para oito; portanto, a aposta em 0,75 ponto continuou sendo amplamente majoritária. A Bloomberg fez pesquisa semelhante e constatou que 48 de 51 analistas aguardavam alta de 0,75.

Agora, enquanto alguns especialistas veem “risco de que o Banco Central acabe tendo de prolongar o aperto monetário”, como afirmou ao Estadão Gustavo Loyola, ex-presidente do BC, outros consideram que o ciclo de alta do juro básico encerrou-se após a decisão de ontem do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central).

Confira as apostas de analistas ouvidos pela imprensa nacional e estrangeira após a decisão do BC:

. Ures Folchini, chefe da área de renda fixa do banco WestLB do Brasil, disse à agência Bloomberg esperar o fim do ciclo de altas, com a manutenção do juro básico nos atuais 10,75%;

. Marcelo Carvalho, economista do BNP Paribas, à Bloomberg: espera apenas uma alta, de 0,5 ponto, ou manutenção da taxa nos atuais 10,75%, pondo fim ao ciclo de altas

. Ilan Goldfajn e Guilherme da Nóbrega, do Itaú Unibancom na Bloomberg: acredita no fim do ciclo de altas

. Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do BC, disse à Folha de S.Paulo que espera mais uma alta, que pode ser de 0,25 ou 0,5 ponto

. Luiz Roberto da Cunha, economista da PUC-R, também à Folha de S.Paulo: só mais uma alta, de 0,25 ponto ou 0,5, à FSP

. Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, à Folha de S.Paulo: duas altas, de 0,5 e 0,25 ponto

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