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Amazon assina com escritores e ameaça papel de editoras

Empresa vai publicar 122 livros, físicos e eletrônicos, sem intermediação de editoras

Carla Miranda

17 de outubro de 2011 | 11h58

Após tentar mostrar aos leitores que eles não precisam de livrarias, a Amazon, maior loja online de venda de livros, agora tenta ocupar o papel das editoras, mostra uma reportagem do “New York Times“.

A empresa vai publicar 122 livros físicos e eletrônicos nas próximas semanas, assinando contratos diretamente com os escritores, não com as editoras. Ao entrar nesse mercado, a companhia se tornou rival de editoras com editoras que ainda são suas fornecedoras.

Um alto executivo da Amazon, em conversa com o jornal, resumiu da seguinte forma o novo cenário do mercado editorial: “As únicas pessoas realmente necessárias no processo de publicação são hoje o leitor e o escritor. Para todo mundo que está entre esses dois polos existem riscos e oportunidades”.

As editoras mostram-se apreensivas com as mudanças no setor. “Os editores estão aterrorizados e não sabem o que fazer”, disse ao “Times” Dennis Loy Johnson, da editora Melville House.

“Se você é uma livraria, a Amazon já compete com você há algum tempo. Se você é uma editora, um dia você vai acordar e a Amazon vai estar competindo com você. E se você é um agente, a Amazon pode estar roubando o seu almoço por estar oferecendo aos autores a possibilidade de publicar diretamente”, afirmou ao “Times” Richard Curtis, um agente e editor de livros eletrônicos.

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