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Américas vivem ‘boom’ do petróleo; Oriente Médio perde força

Reportagem mostra que Ocidente pode se tornar prioridade para empresas de óleo

Carla Miranda

20 de setembro de 2011 | 11h26

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O Continente Americano está assistindo a uma sequência de descobertas de petróleo que pode levar a uma reordenação do mercado mundial, observa o “New York Times” em reportagem de capa escrita no Rio de Janeiro.

“É uma mudança histórica que está ocorrendo, o que lembra os tempos da Segunda Guerra, quando os Estados Unidos e seus vizinhos no hemisfério eram a principal fontes de petróleo”, disse ao “Times” o historiador americano Daniel Yergin.

“De certa forma, nós veremos um rebalanceamento, com o Hemisfério Ocidental movendo-se novamente rumo à autossuficiência”, completou Yergin.

Já no início do texto, o “Times” lembra que o Brasil está construindo seu primeiro submarino nuclear, com o objetivo de proteger as reservas de petróleo recém descobertas. Em seguida, o jornal dá outros exemplos do ‘boom’ do petróleo nas Américas:

– Colômbia: a produção está atingindo um nível próximo ao da Argélia e pode alcançar, também o ritmo que a Líbia tinha antes da guerra;

– Argentina: anunciou recentemente a maior descoberta de petróleo desde os anos 1980. A Exxon Mobil está buscando novos acordos com o país para explorar esse óleo.

– Cuba: o país está se preparando para fazer perfurações com um equipamento produzido na China;

– Canadá: o governo convidou americanos desempregados a ir ao país para trabalhar na crescente exploração de petróleo;

– EUA: empresas buscam petróleo dentro do país; o Estado de Dakota do Norte está produzindo cerca de 400 mil barris por dia;

– Venezuela: o país foi apontado, em relatório da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), como o de maior reservas do cartel, superando a Arábia Saudita.

De fato, não há como saber se esse potencial significará, um reordenamento do mercado global do petróleo. Outras regiões ainda têm vantagens. Por exemplo, óleo do Oriente Médio é muito mais fácil de explorar. No Brasil, chegar à camada pré-sal é um desafio. Na Colômbia, preocupações com a segurança do trabalhador podem limitar a exploração do petróleo.

No entanto, o Oriente Médio tem a desvantagem da situação política e social. “Instabilidade no Oriente Médio quase sempre é ruim para a produção de petróleo”, disse ao “Times” Amy Myers Jaffe, da Rice University.

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