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Amorim diz que escolha de caça será econômica

Ministro da Defesa acrescentou esse argumento; Rafale é o mais caro

Carla Miranda

20 de outubro de 2011 | 19h16

O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse em entrevista ao jornal “Le Monde” que escolha entre caças franceses, americanos e suecos pelas Forças Armadas brasileiras será fundamentalmente econômica. Até então, o governo enfatizava a preocupação com a transferência de tecnologia.

O caça francês, o Rafale, da Dassault, é o mais caro entre os três rivais e o que exige mais gastos com manutenção. Os demais que tentam fechar contrato com o governo brasileiro são o F/A-18 Super Hornet, da americana Boeing, e o Gripen NG, da sueca Saab.

“A consideração fundamental para tomar uma decisão é de ordem financeira e econômica, dada a situação mundial. Nós entramos em um período de incertezas. O Brasil está bem posicionado, mas não sabemos quais serão as consequências da crise internacional sobre a nossa economia. É preciso ser prudente, esperar o momento certo”, afirmou o ministro.  Ele disse, ainda, que a escolha “possivelmente” ocorerá em 2012.

O “Monde” apresenta informações indicando que as chances de o Brasil escolher o Rafale estão se reduzindo. Primeiro, o governo Dilma está preocupado com a questão dos gastos públicos. Segundo, militares brasileiros já expressaram a opinião favorável ao caça americano. Terceiro, a Embraer, que já atua nos Estados Unidos, prefere também uma aliança com a Boeing, segundo documentos do Wikileaks divulgados pelo próprio “Monde”.

Otan “incomoda”

Amorim disse também que a presença da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, aliança militar) no norte da África preocupa o Brasil. “Ontem foi na Líbia.  […] Amanhã, poderá ser a África ocidental e então a Otan se aproximaria do Brasil. Isso nos incomoda.”

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