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Análise: ‘ação coordenada’ é ajuda dos EUA à Europa

A decisão dos bancos centrais consiste em o Fed cobrar menos para emprestar dólares

Carla Miranda

30 de novembro de 2011 | 17h04

O que os bancos centrais dos países ricos têm divulgado como uma “ação coordenada” – notícia que fez as bolsas de valores dispararem – está muito mais para uma ajuda dos Estados Unidos à Europa, conforme explica o site MarketWatch.

Referência no mercado financeiro, o veículo de comunicação americano estampava no topo da página, na tarde desta quarta-feira, a chamada: “Banqueiros [centrais] estão descoordenados – a ação dos BCs que não era coordenada”.

A ação anunciada conjuntamente por seis bancos centrais – dos EUA, da zona do euro, do Canadá, do Reino Unido, do Japão e da Suíça – consiste basicamente em reduzir, por parte do BC americano, os juros cobrados quando há troca de moedas entre os bancos centrais.

Ou seja, quando o Federal Reserve (BC dos EUA) enviar dólar ao Banco Central Europeu, e em troca receber euros, cobrará 0,5 ponto percentual a  menos a partir de 5 de dezembro.

Enquanto alguns economistas usam nomes exóticos para descrever esse tipo de transação – “swap de divisas”, entre outros – o MarketWatch aplica termos bem mais Simple: trata-se de um empréstimo de dólares do Fed para outros países.

“É quase engraçado chamar de ação coordenada o que é uma oferta de dólares por um preço mais baixo”, ironiza o site.

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