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Análise: Déficit mostra que China não depende de exportações

Jornal chinês diz que PIB do país é puxado por consumo interno e investimentos

Carla Miranda

30 de abril de 2010 | 15h06

O jornal China Daily publicou nesta sexta-feira uma análise defendendo que o país asiático não é dependente de exportações e, portanto, não precisaria deixar sua moeda artificialmente desvalorizada.

“A taxa de câmbio é realmente um fator secundário nas contas externas da China”, afirma o artigo. O argumento é que a economia do país continua crescendo mesmo quando a balança comercial é desfavorável. Em 2009, diz a análise, as exportações chinesas caíram 16%, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) subiu 8,7%.

Essa expansão da economia mesmo em momento de queda das exportações foi puxada pela alta de 16,9% do consumo e de 33,3% dos investimentos. Para a análise do China Daily, esses números mostram que “a economia chinesa é puxada pelo consumo interno e pelos investimentos”.

O jornal critica, ainda, a ideia de que o 70% do PIB do país asiático seja dependente do comércio internacional. “Essa constatação é grandemente distorcida pelo fato de que as exportações da China requerem uma maciça importação de materiais e peças.”

Atualmente, os Estados Unidos pressionam a China para permitir a valorização do yuan. O país ocidental acusa o oriental de deixar sua moeda atrelada ao dólar para manter uma balança comercial positiva.

Elaia a análise completa no site do China Daily (em inglês)

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