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Análise: dor do BC Europeu é alívio para Henrique Meirelles

Problemas na zona do euro esfriam economia e amenizam inflação no Brasil

Carla Miranda

20 de maio de 2010 | 12h06

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Meirelles aperta botão de início do pregão de NY, dia 17 (Brendan McDermid/Reuters)

Os problemas dos mercados europeus acabam servindo como um remédio – ou ao menos um paliativo – para a questão da inflação no Brasil, segundo análise da agência Bloomberg.

O texto intitulado “A dor de Trichet é o ganho de Meirelles” destaca que a taxa de juros de títulos públicos vendidos no mercado está caindo há cinco dias seguidos, maior período Ed queda consecutiva desde janeiro, um sinal de que investidores estão prevendo que o Banco Central do Brasil não precisará subir tanto o juro básico. Jean-Claude Trichet é o presidente do BC Europeu.

Nesta quinta-feira, 20, o retorno das taxas de juros dos contratos futuros de títulos brasileiros caía 0,24%, para 10,96%. No começo do mês, precisamente no dia, a taxa está no maior nível dos últimos 15 anos.

O motivo apontado pela Bloomberg é a queda nas expectativas de crescimento mundial e nas projeções dos preços das matérias-primas no mundo, fatos que devem ajudar a amenizar a inflação no Brasil. Uma das principais preocupações no País neste momento é se a economia doméstica é capaz de crescer cerca de 6% (como muitos especialistas prevêem) sem gerar inflação.

“O declínio acentuado nos preços de commodities pela primeira vez permite às pessoas pensarem que o ambiente externo fará desacelerar a economia local em certa medida. […] As pessoas começam a pensar que talvez nós não precisemos ter um aperto [nas taxas básicas de juros] tão forte”, disse à Bloomberg Guillermo Osses, que ajuda a administrar US$ 50 bilhões em mercados emergentes por meio da Pacific Investment Management, na Califórnia.

Leia a reportagem no site da Bloomberg (em inglês)

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