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Analistas: medo é de que Europa freie economia mundial

Socorro a banco na Espanha gera temor de que crise se espalhe por países

Carla Miranda

25 de maio de 2010 | 13h53

Os mercados financeiros foram duplamente atingidos nesta terça-feira, 25, segundo analistas consultados pela imprensa internacional.

Primeiro, há a preocupação de que o socorro da Espanha ao banco CajaSur, de 550 milhões de euros, seja um sinal de que a crise está se espalhando pela Europa, o que afetaria o crescimento econômico de todo o mundo.

Em segundo lugar, o rompimento das relações entre as Coreias do Norte e do Sul gera temores sobre a estabilidade na Ásia.

Veja como alguns especialistas analisam a forte queda das bolsas nesta terça:

“Um duplo golpe de crises geopolítica e financeira nocauteou investidores.” Jamie Chisholm, comentarista do Financial Times

“O que estamos vendo é o aumento do pânico, e não só em relação à Europa, ainda que essa seja a área que tem mais publicidade. Não acredito que em um ou dois meses as pessoas deixem esse pânico e passem a olhar outros fundamentos.” Mark Stern, da Bessemer Investment Management, em declaração ao Wall Street Journal.  

“A alta do dólar é ótima se você um exportador alemão, mas não é tão boa se você é um exportador de um país que tem o dólar como moeda. Estamos começando a olhar os riscos de algumas das nossas [dos Estados Unidos] companhias mais internacionalmente alavancadas.” Brad Thompson, da Frost Investment Advisors, ao Wall Street Journal.

“Se havia dúvida sobre isso [de que a crise grega se espalharia pela Europa], não há mais. A crise européia não é apenas um fenômeno grego.” Marc Chandler, da Brown Brothers Harriman & Co, ao New York Times.

“É como a Lei de Murphy: quando você não quer que alguma coisa aconteça, acontece. O caso da Coreia vem na hora errada, quando o mercado global já está agitado. [Mas] Eu me preocupo mais com o que está acontecendo na Europa. Estamos voltando ao nervosismo em relação ao setor bancário.” Win Thin, também da Brown Brothers Harriman & Co, à agência Bloomberg.

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