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Após crise, americanos passam a fugir dos bancos

Número de pessoas que não têm conta ou não a utilizam aumentou de 25% para 28% do total

Carla Miranda

13 de setembro de 2012 | 07h00

Muitos americanos passaram a fugir dos bancos depois da crise financeira que estourou em 2008, segundo uma reportagem do Wall Street Journal.

Hoje, 8,2% dos chefes de família americanos – quase 12 milhões de pessoas – não têm conta em banco, de acordo com o dados oficiais. Em 2009, apenas 7,7% estavam nessa situação.

Ainda, há 24 milhões de moradores dos Estados Unidos que são considerados “sub-bancarizados” (“underbanked”, na definição oficial), ou seja, têm conta, mas raramente usam, preferindo fazer suas operações diárias por meios alternativos, como cartões pré-pagos.

Esses dois grupos de pessoas – os que não têm conta e os que têm mas não a movimentam no dia a dia – são hoje 28,3% dos chefes de família; em 2009, eles eram 25,6%.

O porcentual de pessoas que têm cartão de crédito caiu de 74% para 67%, e o de usuários de cartão de débito passou de 78% para 66%, segundo o Journal. A proporção de pessoas com dinheiro na poupança reduziu-se de 72% para 62%.