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Após suicídios, Foxconn quer elevar salários em 20% na China

Empresa é acusada de ser rígida e exigir dos funcionários trabalho excessivo

Carla Miranda

28 de maio de 2010 | 17h53

Atualizado 29/05 às 7h43*

A Foxconn, de Taiwan, quer aumentar o salário dos seus funcionários na China em 20%, depois de uma onda de dez suicídios e três tentativas frustradas, informa o site do Financial Times. A companhia é o maior empregador da China, com 800 mil funcionários.

A empresa é o maior fabricante terceirizado do mundo de produtos eletrônicos. Ela produz, por exemplo, a maior parte dos iPhones e iPods, ambos da Apple.

Para o Financial Times, um aumento de salários na Foxconn pode resultar em elevação de preço de produtos de Apple, Dell, Hewlett-Packard e Nokia.

A companhia é acusada de ter um estilo de administração rígido e de sujeitar funcionários a trabalho excessivo. Além do possível aumento de salários, a empresa já decidiu contratar psicólogos para atender os funcionários.

Veja a reportagem no site do Financial Times (inclui vídeo, em inglês)

Saiba mais sobre a onda de suicídios na Foxconn

* Correção: a Foxconn é de Taiwan, não da China

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