Banco UBS traça um perfil dos candidatos à Presidência e o que esperar para a economia

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Banco UBS traça um perfil dos candidatos à Presidência e o que esperar para a economia

Segundo o banco suíço, a política econômica muda conforme o vencedor das eleições, mas grandes reformas não são esperadas na gestão de nenhum dos três principais candidatos

Yolanda Fordelone

21 de julho de 2014 | 12h45

O que esperar da economia caso um dos três principais candidatos seja eleito? Segundo o UBS, ajustes em algumas arestas, mas dificilmente reformas nas estruturas econômicas. O banco suíço traçou um perfil de três candidatos à Presidência no relatório “Back to reality: Brazil after the World Cup” (“De volta à realidade: Brasil depois da Copa do Mundo)“Nas últimas duas décadas, a política no Brasil foi dominada por dois partidos, PT e PSDB. Contudo, nesta eleição uma terceira via, o PSB, criou uma polarização dos votos e a probabilidade de ele ir ao segundo turno aumentou”, diz o relatório. Veja o que o UBS fala sobre a expectativa para a economia de acordo com o candidato:

Foto: André Dusek/Estadão

Dilma Rousseff (PT): a expectativa é de que as políticas macroeconômicas não mudem em relação ao que foi visto no primeiro mandato. O primeiro mandato foi caracterizado por “um alto nível de intervencionismo, pelo modelo econômico baseado no consumo liberado pelo crédito e afrouxamento da política fiscal”. Mesmo que alguns ajustes econômicos possam ser feitos, o realinhamento de preços administrados (gasolina e energia) e a mudança da política fiscal – reformas estruturais necessárias – não devem ser levadas a frente. A inflação, portanto, deve continuar persistente e o crescimento econômico abaixo do PIB potencial de longo prazo.

Foto: Rafael Arbex/Estadão

Aécio Neves (PSDB): tem o ex-presidente do Banco Central, Arminio Fraga, alinhado ao pensamento de seus assessores econômicos. Fraga, por sua vez, tem uma orientação ortodoxa, o que aponta para ajustes nas políticas fiscal e monetária, segundo o UBS. Popularmente as medidas não devem agradar, já que o juro deve subir, mas no setor industrial a eleição de Aécio é bem vista. Reformas estruturais não devem ocorrer, uma vez que não serão aprovadas em uma Câmara de deputados dividida. Parao UBS, o País pode passar por um período de recessão, mas a inflação deve voltar a patamares menores e os investimentos devem se recuperar, o que pode representar o “início de um panorama econômico mais benigno para o País”.

Foto: Wal Souza/Estadão

Eduardo Campos (PSB): o candidato tem como assessor econômico Eduardo Giannetti da Fonseca, economista de orientação ortodoxa. A expectativa é de que o intervencionismo seja menos generalizado, em um ambiente mais próximo ao que foram os últimos anos do governo Fernando Henrique Cardoso (1999-2001) e os primeiros anos do governo Lula (2002-2005). Giannetti apoia fortemente os “três pilares” da estabilidade econômica: metas de inflação, uma moeda flutuante e forte fiscais disciplina. O PSB enfrentaria dificuldades consideráveis na formação de uma coligação na Câmara dos Deputados. Por isso, reformas também não devem ocorrer sob tal governo. A atividade econômica poderia passar por uma recessão e os investimentos lentamente iriam se recuperar.

 

 

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