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Índice Big Mac aponta que o real está valorizado em 31%

Dado indica que país é mais prejudicado que os EUA no comércio com a China

Carla Miranda

22 de julho de 2010 | 18h29

Atualizado às 18h48

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O CRIADOR: Jim Delligatti inventou o Big Mac e um parâmetro para entender o câmbio
(foto: Reuters/McDonald’s/Handout)

O Índice Big Mac, que compara o preço do sanduíche em 120 países, mostra que o real está valorizado em 31%, segundo a revista britânica The Economist, que faz o cálculo.

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No País, o sanduíche custa US$ 4,91, enquanto nos Estados Unidos sai por US$ 3,73. Trata-se de um caso raro entre países emergentes, que normalmente têm moeda menos valorizada ou mesmo desvalorizada.

O indicador, apesar de parecer uma brincadeira, é importante porque permite aplicar a teoria da paridade de poder de compra, em que se compara, entre vários países, o preço de um mesmo conjunto de bens. Esse cálculo ajuda a explicar, por exemplo, a facilidade que determinados países têm para exportar.

Radar Econômico havia comentado, em março, que, “com o Big Mac custando US$ 1,83 na China [hoje está a US$ 1,95] e US$ 3,58 nos EUA [agora a US$ 3,73], não seria difícil imaginar os chineses exportando o sanduíche aos norte-americanos”.

Na época, a Economist não divulgou dados do País. Com a reportagem de hoje, dá para constatar que o Brasil está posição até mais desfavorável que os EUA: aqui, o Big Mac sai por US$ 4,91. Para os brasileiros, valeria a pena mandar trazer o produto do outro lado do mundo – não fosse o fato de que o McDonald’s recomenda o consumo imediato.

Atualmente, esse cálculo ganha mais importância, segundo a Economist, porque os países desenvolvidos têm afirmado que precisam exportar mais para sair da crise.

Compare os preços do Big Mac no site da Economist (em inglês)

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