‘Black Fraude’ do Brasil é assunto até na ‘Forbes’; ‘Estadão’ virou ‘cão de guarda’
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‘Black Fraude’ do Brasil é assunto até na ‘Forbes’; ‘Estadão’ virou ‘cão de guarda’

Nos EUA, chance de vender mais; no Brasil, de enganar consumidores

Gustavo Santos Ferreira

28 de novembro de 2013 | 19h15

As acusações de fraudes praticadas na versão brasileira da Black Friday, que começa oficialmente nesta sexta, são destaque no site da revista americana Forbes.

De acordo com a publicação, enquanto, nos Estados Unidos, o evento é uma oportunidade para os varejistas incrementarem as vendas de Natal, aqui é uma chance de enganar as pessoas.

“A situação é bem diferente nos Estados Unidos, é claro, onde os consumidores estão mais do que conscientes de seus direitos – e podem e até mesmo tendem a abusar deles. O Brasil não tem uma sociedade contestadora. Se você é atropelado, você sorri e aguenta”, ficou dito na matéria.

A publicação, compartilhada no Facebook mais de 5,5 mil vezes até as 19h03, cita a cobertura em tempo real feita pelo O Estado de S. Paulo.

“O diário brasileiro O Estado de S. Paulo tem feito cobertura minuto a minuto da Black Friday, servindo como um cão de guarda contra os bad boys do varejo brasileiro”, diz a matéria.

Como lembra a reportagem, o desafio do comércio brasileiro neste ano é apagar a imagem negativa que ficou no ano passado. A tarefa, no entanto, não parece ser tão simples.

Alguns internautas vêm relatando nesta tarde casos de empresas que, às vésperas da Black Friday, já aumentam seus preços para depois anunciar promoções. Seria a repetição do “tudo pela metade do dobro” de 2012.

“Algumas lojas simplesmente aumentaram seus preços semanas antes da Black Friday para reduzi-los no dia do evento, a fim de dar aos consumidores uma sensação de que os preços caíram vertiginosamente”, destaca a Forbes, lembrando evento anterior.

Além do Estadão, o veículo também cita o site Reclame Aqui e o Procon como parceiros dos consumidores na hora de fugir dos trambiques da ‘Black Fraude’.

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