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Bolsas na década: Ucrânia lidera com alta de 900%

Carla Miranda

17 de dezembro de 2009 | 19h24

O jornal britânico Financial Times publicou reportagem nesta quinta-feira mostrando que a bolsa de valores da Ucrânia foi, até este momento, a que mais subiu nesta década, com alta de 900% no período.

Completam o ranking dos dez mercados de ações que mais se valorizaram: Peru, Rússia, Romênia, China, Bangladesh, Eslováquia, Kwait, Estônia e República Tcheca – apenas países emergentes.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não aparece no ranking da década, apesar de, em 2009, ter obtido a maior valorização do mundo: 140%, convertendo o preço das ações para dólares.

As economias desenvolvidas, ao contrário, aparecem na lista dos piores desempenhos da década. A bolsa da Islândia ficou na lanterninha do ranking global, com queda de 81% na década. O mercado japonês teve perda de 40% no período, enquanto o índice S&P, dos Estados Unidos, recuou 24,5%, e o FTSE 100, de Londres, caiu 22%.

Apesar disso, “a bolsa norte-americana ainda é a maior do mundo, representando 30% da capitalização do mercado acionário mundial”, afirma o FT. “Se as economias emergentes estão ou não se desenvolvendo rápido o suficiente para começar a mudar esse cenário será um dos temas da próxima década.”

O jornal, no entanto, já no início do texto lembra uma máxima comum entre investidores: “Quando as pessoas se agarram a uma tendência, é provável que ela já tenha atingido o seu pico”. Ou, em outras palavras, “uma vez que um taxista resolve dobrar sua posição em ações, isso costuma ser um sinal de que uma bolha está sendo formada”.

Leia aqui o texto original do Financial Times (para assinantes)

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