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Bolsas no mundo disparam com rumores e boas intenções

Analistas citam apenas 'esperança' e 'otimismo' em relação à crise na Europa

Carla Miranda

27 de setembro de 2011 | 13h42

As bolsas de valores disparam nesta terça-feira. A de Frankfurt e a de Paris, por exemplo, saltaram mais de 5%. As ações do banco francês Société Générale subiram 16,8%.

Mas as explicações que os principais sites financeiros tentavam dar para esse cenário não traziam nenhum fato concreto e definitivo. Apenas informações vagas justificavam a alta das ações, como a “esperança de que autoridades europeias teriam um novo plano”, nas palavras da Reuters, ou o “otimismo ante a possibilidade de que os líderes europeus consigam domar a crise da dívida”, segundo a Bloomberg.

Um estrategista do Rabobank International explicou o que acontece. “Não houve mudanças concretas na estrutura da zona do euro desde a semana passada, mas o mercado quer se agarrar à ideia de que os políticos [europeus] pelo menos reconhecem que há necessidade de ação urgente”, disse à Bloomberg.

De fato, as análises têm ido nessa linha. Mohamed El-Erian, presidente da Pimco, maior gestora de títulos de renda fixa do mundo, disse também à Bloomberg: “Eles [políticos europeus] reconhecem que têm um problema profundo e que têm que fazer algo”.

E uma estrategista da Scotia Capital disse ao site CNN Money que, “com um vislumbre de esperança na Europa”, os mercados de ações estão recuperando parte do que perderam.

Rumores

E de onde viria esse otimismo ou esperança? De boas intenções de autoridades e também de rumores não confirmados.

Uma boa intenção: membros do Banco Central Europeu disseram que estão trabalhando para aumentar o tamanho do fundo de estabilidade da região (usado para salvar bancos e países), atualmente com 400 bilhões de euros, como noticia o site do “Financial Times“, entre outros.

Um rumor: o site CNN Money afirma que os países europeus estariam perto de um novo plano para resolver a crise da dívida. A ideia seria permitir que bancos troquem papéis de dívidas problemáticas por títulos emitidos pelo Banco de Investimento Europeu, uma instituição financeira controlada pelos 27 países da União Europeia.

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