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Emergentes ajudam a sustentar lucro de multinacionais

Santander, Avon, Telefónica estão entre as beneficiadas com países emergentes

Carla Miranda

29 de julho de 2010 | 11h27

Países emergentes como o Brasil continuam segurando os resultados trimestrais das multinacionais.

Só nesta quinta-feira, jornais nacionais e estrangeiros reportam que Santander, Telefónica, BAT (British American Tobacco), Procter & Gamble, Avon e Bunge encontraram em países como o Brasil uma chance para elevar os lucros ou impedir sua queda – ou, ainda, amenizar os prejuízos.

No caso da Avon, o Brasil acabou tendo um papel central: as vendas da companhia subiram 33% no País, ajudando a compensar a queda de 6% na América do Norte, relatou o site do Wall Street Journal.

O curioso no caso da Avon é que o maior país emergente, a China, desta vez não ajudou a empresa. As vendas na nação asiática despencaram 32%. Na Europa, o faturamento aumentou 10%, mas foi impulsionado por um país emergente, a Rússia.

O Brasil ajudou também a Bunge, mas de forma diferente. Segundo o mesmo jornal, a venda da unidade de fertilizantes que ela mantinha no País possibilitou quase sextuplicar o lucro, passando de US$ 313 milhões no segundo trimestre do ano passado para nada menos que US$ 1,78 bilhão.

O britânico Financial Times informou que o lucro da Telefónica subiu mais do que o esperado. A alta, de 9,4%, foi sustentada por operações fora da Espanha. Enquanto as vendas aumentaram mais de 10% na América Latina, na Espanha elas caíram 4,5%.

A importância do Brasil para a Telefónica tende a aumentar, agora que a empresa controlará sozinha a operadora de celular Vivo. O País passará a ser responsável por um quinto do faturamento do grupo espanhol, observa o Financial Times.

A BAT, por sua vez, afirmou que suas vendas estão sendo sustentadas por países fortes na área de commodities: Brasil, África do Sul, Canadá, Austrália e Rùssia. O Santander conseguiu aumentar o lucro no Brasil em 9%, o que amenizou o fraco resultado mundial, uma queda de 8%.

Também nesta quinta-feira, o diário londrino publicou uma declaração de um diretor da Procter & Gamble, Marc Pritchard, sobre as Olimpíadas do Brasil, de 2016, e os Jogos de Inverno da Rússia, no mesmo ano:”Nós definitivamente pretendemos usar isso [esses eventos] para impulsionar nossos mercados emergentes”.

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