Brasil despenca em ranking de Dinamismo Global; China dispara

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Brasil despenca em ranking de Dinamismo Global; China dispara

Estudo reforça tese de quem critica falta de homogeneidade dos Brics

Gustavo Santos Ferreira

16 de setembro de 2013 | 17h45

O Brasil despencou 11 posições no Índice de Dinamismo Global (GDI, na sigla em inglês) 2013, divulgado nesta segunda-feira, 16, em relação ao ano passado. Ocupa hoje a 42.ª posição entre 60 economias pesquisadas.

O estudo avalia 22 fatores econômicos distribuídos entre Ciência e Tecnologia, Trabalho e Capital Humano, Economia e Crescimento, Ambiente Financeiro e Ambiente Operacional nos Negócios.

O Brasil fica a dever principalmente em Ciência e Tecnologia. O item Ambiente Operacional de Negócios nacional foi o mais bem cotado.

No pódio. Chineses pularam 17 posições, para 3.º lugar

Embora não seja o último dos majoritariamente mal avaliados Brics, o País teve a pior evolução de um ano ao outro no GDI 2013. A Rússia ficou na 43.ª posição (caiu 3); a Índia, na 48.º (caiu 6); e a África do Sul está agora no 52.º lugar (caiu 10).

Faltou a China? A China merece um parágrafo só dela.

A disparada da economia chinesa no GDI reforça os argumentos de quem critica a falta de homogeneidade dos Brics – como lembra o Financial Times. A China, apesar de frear seu crescimento, pulou nada menos que 17 postos no GDI 2013. Alcançou a 3.ª posição, atrás somente de Chile (2.º) e Austrália (1.º).

O termo Brics foi cunhado em 2001 pelo economista-chefe do Goldman Sachs, Jim O’Neill – ainda sem o S da África do Sul (South Africa). Mas, notadamente, é composto por países bem diferentes. Basta avaliar rapidamente tradições, culturas, histórias, etc., para tomar nota disso.

No novo GDI, as milhas de distância da China para os demais Brics reforça esta tese: o ponto em comum entre os cinco emergentes mais poderosos do mundo, o desenvolvimento conquistado nos últimos anos, vive tempos de descompassos.

O GDI é elaborado pelas consultorias Economist Intelligence Unit (do grupo empresarial da revista The Economist) e Grant Torthon.

Veja aí um resumo do ranking atualizado. Não chegam a surpreender, mas chamam à atenção a má colocação da Argentina e a lanterninha ostentada pela Grécia:

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