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Brasil e Índia unem-se aos EUA em crítica à moeda da China

Presidentes de BCs fazem suas 'mais contundentes' afirmações sobre o tema

Carla Miranda

22 de abril de 2010 | 09h59

Os presidentes dos bancos centrais do Brasil e da Índia elevaram o tom de suas críticas à política cambial da China, defendendo que o país asiático permita a valorização de sua moeda, informa o jornal Financial Times.

Henrique Meirelles, presidente do BC brasileiro, disse que uma moeda chinesa mais forte “seria absolutamente crítica para o equilíbrio da economia mundial”, acrescentando que há “distorções nos mercados mundiais: uma delas é uma falta de crescimento, e a outra é a China”.

O chefe do BC indiano, Duvvuri Subbarao, disse que “se a China reavaliar o yuan, haverá um impacto positivo no nosso setor externo”. “Se alguns países administrarem suas taxas de câmbio e as mantiverem artificialmente baixas, o peso dos ajustes cai sobre países que não administram seu câmbio tão ativamente”, acrescentou Subbarao.

As declarações foram feitas às vésperas do encontro entre ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais de países do G-20 (grupo que inclui os 7 países mais industrializados do mundo, 12 emergentes e a União Europeia), que acontece hoje em Washington. Na visão do Financial Times, Meirelles e Subbarao fizeram “as mais contundentes declarações de seus países sobre a questão de uma moeda chinesa mais forte”.

Leia a reportagem no site do Financial Times (em inglês)

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