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Brasileiro anti-Belo Monte ganha ‘Nobel alternativo’

Bispo de nacionalidade brasileira e austríaca incluiu índios na Constituição

Carla Miranda

30 de setembro de 2010 | 10h42

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Kräutler (centro) durante passeatad contra usina de Belo Monte
(foto: Prelazia do Xingu/Right Livelihood Award Foundation)

O bispo católico Erwin Kräutler, de cidadania brasileira e austríaca, foi um dos condecorados com o prêmio “Right Livelihood Award”, conhecido como um “Nobel alternativo”, informa o site do “Wall Street Journal”.

Hoje com 71 anos, Kräutler ajudou a assegurar a inclusão de índios brasileiros na Constituição do País em 1988.

Ele também teve papel importante na organização de protestos contra os planos do governo de construir a usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). Ativistas alegavam que a obra prejudicaria o meio ambiente e a vida de 40 mil pessoas.

O diretor-executivo da Right Livelihood Award Foundation, Ole von Uexküll, disse a jornalistas que espera que o prêmio ajude a proteger Kräutler, que foi ameaçado e hoje conta com proteção policial.

Além do bispo, também compartilhou o prêmio Shrikrishna Upadhyay, pela luta contra a pobreza no Nepal. Ele fundou uma entidade que construiu estradas e escolas na zona rural e lançou sistema de microcrédito para a população local, além de incentivar a

O outro ganhador do prêmio foi a entidade Physicians for Human Rights Israel (Associação de Médicos para os Direitos Humanos, em tradução livre), que foi fundada em 1989 e leva clínicas móveis para tratamento de saúde de israelenses e palestinos.

Leia a reportagem no site do “Wall Street Journal” (em inglês)

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