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Brasileiros são os que mais usam Twitter no mundo

Site seria um meio de driblar a concentração da mídia, diz especialista

Carla Miranda

21 de outubro de 2010 | 14h06

Atualizado às 14h19

Uma pesquisa da ComScore constatou que 23% dos usuários de internet do Brasil acessaram o Twitter em agosto, um percentual maior do que o registrado em qualquer país do mundo, informa a revista norte-americana “Time”.

Nos Estados Unidos, a taxa é de 11,9%. Em termos absolutos, no entanto, os país está bem à frente do Brasil porque tem uma população maior com acesso à internet. Do tráfego total do Twitter, 65% vêm dos norte-americanos.

“Apesar de sua imensidão geográfica, o País está habituado com a falta de diversidade na sua mídia. Quando o Twitter entrou em cena, os brasileiros estavam prontos para adotar este último fenômeno de mídia”, afirma a reportagem.

O periódico ouviu o professor de estudos brasileiros e portugueses James Green, da Brown University (EUA). Segundo ele, o fato de o País ter vivido 21 anos de ditadura militar e depois ter passado para a democracia deixou os brasileiros “com sede” de usar as redes sociais online. Leia o que ele diz sobre a ascensão do Twitter no País:

– “Há uma sensibilidade afiada da importância e do poder do País, e o fato de que o Brasil está apartado do resto do mundo motiva os brasileiros [a usarem o Twitter]. Há uma tremenda sede de saber qual é a última tendência.”

– “O Brasil foi pioneiro em criar acesso democrático a computadores e à internet para os pobres, muito antes dos EUA.”

– “Há um grande viés na mídia de massa contra o Lula. A internet é uma forma de lutar contra isso.”

A “Time” acrescenta que o Brasil se destaca também em números sobre o acesso a outras redes sociais online além do Twitter. O Orkut, que fez pouco sucesso nos EUA, teve 36 milhões de visitantes únicos no Brasil em agosto e manteve o posto de maior rede social no País.

O Facebook, maior rede do mundo, teve um crescimento 479% no Brasil em um ano, de 1 milhão de membros para 9,5 milhões. “É um fenômeno que está plantando raízes profundas”, afirma a revista.

Leia a reportagem no site da revista “Time” (em inglês)

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