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China acusa EUA de fazerem protecionismo ‘mascarado’

Governo americano entrou com 19 investigações contra a China em 2010

Carla Miranda

20 de abril de 2011 | 12h04

O jornal “China Daily” destaca nesta quarta-feira, 20, um relatório do Ministério do Comércio do país asiático segundo o qual os Estados Unidos usam ações contra supostas práticas de concorrência desleal como pretexto para tentar barrar produtos chineses.

“Os obstáculos para o comércio podem ser uma máscara para o protecionismo”, afirma o diário.

A reportagem tem como principal fonte o levantamento do Ministério do Comércio, segundo o qual o governo norte-americano deu entrada no ano passado a 19 investigações comerciais contra a China por meio da seção 337 da Comissão Internacional do Comércio dos EUA. Essa seção avalia casos relacionados a propriedade intelectual e importação de bens. Em 2009, os EUA haviam entrado com apenas oito casos desse tipo.

O jornal reclama também de outros países, mas cita nominalmente apenas os EUA. Segundo o Ministério do Comércio chinês, em 2010 os 16 maiores parceiros comerciais da China entraram com 66 recursos para supostamente corrigir ações de dumping, subsídios e medidas de proteção que teriam sido tomadas contra produtos chineses. As ações se referem a negócios no valor total de US$ 7,14 bilhões.

É um número bem menor que o do ano anterior (US$ 12,7 bilhões, em 116 investigações), mas o governo chinês considera que essa redução ocorreu apenas por causa da melhora na economia mundial. Para o diário, “a China foi vista como bode expiatório por alguns países durante o pior momento da crise financeira [no fim de 2008 e em 2009]”.

No primeiro trimestre deste ano, a China teve déficit na balança comercial, o que não acontecia havia seis anos. O governo afirmou, no entanto, que ainda assim continuará aumentando as importações, conforme noticiou a Xinhua, a agência estatal de notícias.

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