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China faz computador mais rápido do mundo e supera EUA

País asiático já pode se vangloriar de ser uma potência tecnológica

Carla Miranda

28 de outubro de 2010 | 11h41

Atualizado às 16h08

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O supercomutador Tianhe-1A (foto: Divulgação/Nvidia)

A China construiu um supercomputador com uma velocidade 40% maior que a do atual líder mundial (uma máquina localizada em um laboratório de Tennessee, Estados Unidos), informa o jornal norte-americano “The New York Times”.

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“Isso dá à China o direito de se vangloriar como uma superpotência tecnológica”, avalia o diário. A agência de notícias chinesa “Xinhua” diz que a máquina faz 2,5 trilhões de cálculos por segundo e tem uma velocidade teórica de 4,7 trilhões de cálculos por segundo.

O supercomputador, além de ser um motivo de orgulho para uma nação, é uma ferramenta capaz de “resolver problemas críticos em setores de interesse nacional como defesa, energia, finanças e ciência”, explica o “Times”. Empresas de petróleo e gás usam essas máquinas quando procuram reservas, e instituições financeiras de Wall Street as utilizam em transações automatizadas rápidas.

A companhia Procter & Gamble, diz o “Times”, usa um supercomputador para assegurar que  as batatas Pringles sejam colocadas na lata sem quebrar.

Atualmente, mais da metade dos 500 supercomputadores mais rápidos do mundo estão nos EUA, segundo a Xinhua.

A agência chinesa afirma que o supercomputador chinês é uma versão melhorada de uma máquina produzida em 2009. Ela foi melhorada por meio de um ‘upgrade’ em CPUs (sigla em inglês para unidade de processamento central) da Intel e GPUs (sigla que define unidades de processamento gráfico) da Nvidia, além de acrescentar também CPUs FeiTeng-100, desenvolvidas na China pela Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa.

O ranking completo dos computadores mais rápidos do mundo será divulgado em novembro. Porém, o “New York Times” conversou com o cientista da computação que organiza essa lista, Jack Dongarra, que já afirmou que a nova máquina supera a atual líder.

Leia a reportagem no site do “New York Times” (em inglês)

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