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Chinês é preso por adiantar dados do PIB a investidores

Jornal informa que duas autoridades repassavam números secretos a investidores

Carla Miranda

25 de outubro de 2011 | 12h14

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A Justiça da China determinou a prisão de duas autoridades por repassar informações privilegiadas a “traders” do mercado financeiro, informa o jornal local “China Daily“.

Um deles, da área de pesquisas do Banco Popular da China (banco central), foi condenado a seis anos por permitir o vazamento segredos de Estado a 25 agents do mercado financeiro entre janeiro e junho do ano passado.

Outro, ex-diretor no Escritório Nacional de Estatísticas (equivalente ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ficará preso por 5 anos por repassar segredos a dois operadores entre junho de 2009 e janeiro último.

Segundo o “China Daily”, eles deixaram vazar dados sobre os índices de preços ao consumidor e ao produtor, sobre a produção industrial e inclusive o PIB (produto interno bruto).

No Brasil a primeira condenação judicial da história à prisão por uso de informação privilegiada ocorreu em fevereiro deste ano. O caso, no entanto, foi menos grave (não incluía dados secretos do governo), e as penas, muito mais brandas.

Na ocasião, um ex-diretor e um ex-conselheiro da Sadia lucraram com informações secretas sobre a oferta da Sadia pelo controle da Perdigão.

A condenação de ambos incluía multa e prisão. No entanto, a detenção poderia ser convertida em prestação de serviços à comunidade. Além disso, eles recorreram em liberdade, podendo trabalhar normalmente até uma decisão final.

Na ocasião, o chefe da Procuradoria Federal Especializada da Comissão de Valores Mobiliários declarou: “No mundo inteiro, em Estados de direito como o nosso, deixa-se a prisão efetiva para situações que realmente reclamem esse tipo de penalidade. A possibilidade de suavizar a pena não é usada só no Brasil. Mas isso não significa que não vamos recorrer da decisão”.

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