As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Controle da internet cresce até em países democráticos

Funcionário do Google diz que empresa tem restrições em 25 países

Carla Miranda

29 de março de 2010 | 11h35

Ainda que a China esteja sendo vista por empresas de tecnologia norte-americanas como “inimiga pública número 1” quando o assunto é internet, as empresas temem o controle da internet em vários outros países, inclusive onde há democracia consolidada, segundo reportagem do jornal britânico Financial Times.

Google versus China
 O Google tentou driblar a censura chinesa na semana passada, mas saiu perdendo, ao menos até agora. Relembre

A entidade OpenNet Initiative, que pesquisa as restrições à internet no mundo, afirma que hoje mais de 40 países impõem algum tipo de barreira à web. Ainda que os maiores censores sejam China, Irã, Vietnã, Síria Burma e Tunísia, segundo a pesquisa. Mas a reportagem cita os exemplos de dois países desenvolvidos e democráticos: Austrália e Itália.

“Pergunte a executivos das maiores companhias do Vale do Silício [região dos Estados Unidos que concentra empresas de tecnologia] sobre outros países que causam preocupações [além da China] e o primeiro nome que pula de muitos lábios pode ser surpreendente: a Austrália”, diz o jornal.

“Em nome de combater a pornografia infantil”, o governo australiano tem defendido um controle maior da internet, diz o jornal, sem especificar quais medidas estão em pauta. Na Itália, a Justiça condenou três executivos do Google a seis meses de prisão por não terem evitado que usuários do Youtube (que pertence ao Google) colocassem no site um vídeo mostrando uma criança autista sendo humilhada.

Um executivo do Google disse ao Financial Times que a empresa enfrenta algum tipo de restrições – seja de censura ou outra forma de controle – “em não menos do que 25 países”.

Leia a reportagem no site do Financial Times (em inglês)

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.