As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Corretora cria sistema para o fim do euro, ‘just in case’

Maior empresa do setor já prepara meio de negociar moeda grega

Carla Miranda

28 de novembro de 2011 | 13h06

Atualizado às 14h13

dracma_reproducao.jpg

A Icap, que se define como maior corretora de valores do mundo, está elaborando um sistema para negociar o dracma, antiga moeda da Grécia, informa o “Wall Street Journal“.

O CLS Bank International, empresa que provê plataforma de negociação de moedas, também estaria fazendo testes para o caso de uma possível volta de moedas locais europeias, segundo o diário.

Não que essas empresas apostem no fim do euro, mas esses movimentos mostram que tal situação cada vez mais é vista como uma possibilidade real.

A reportagem afirma que o colapso da moeda europeia significaria o maior desafio para empresas do mercado de câmbio desde 1999, ano em que a divisa foi lançada.

Por isso, as companhias preferem investir desde já na elaboração de um novo sistema, “just in case”, como disse o “Journal”, mesmo que nunca seja usado.

Integração

Os novos passos dos líderes europeus e análises publicadas na imprensa internacional dão a entender que ou a zona do euro avança na integração ou se desintegra. O que não é possível é ficar como está: um conjunto de países que usa a mesma moeda mas mal têm que prestar contas um ao outro sobre suas políticas fiscais.

A revista “The Economist” disse acreditar que a moeda possa deixar de existir em uma questão de semanas se não houver avanço.

Mas os investidores europeus estão nesta segunda-feira justamente porque se vislumbra a possibilidade de uma união maior dos países europeus. Na pauta de uma reunião de ministros de finanças da União Europeia está a discussão sobre uma integração maior da política fiscal. Especificamente, existe a proposta de que a Comissão Europeia tenha poder de vetar a proposta orçamentária de países membros, como relata a Bloomberg.

“A mensagem do mercado é clara: ajam em conjunto ou nós [o mercado] vamos destruí-lo [o euro]”, disse à Bloomberg um estrategista da Brewin Dolphin Securities em Londres, que administra US$ 39 bilhões.

No fim do pregão, as bolsas europeias subiam com força. A de Frankfurt e a de Paris avançavam mais de 4%; a de Londres, quase 3%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo tinha alta de 2,21% por volta das 14h (de Brasília).

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.