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Corrupção ‘relativamente’ baixa ajuda Brasil, diz jornal

Dado da Transparência Internacional indica otimismo no mercado

Carla Miranda

25 de março de 2010 | 10h22

O que se fala nas ruas do Brasil talvez não chegue a Wall Street. O artigo desta quinta-feira publicado na seção “Heard on the Street”, do diário norte-americano The Wall Street Journal, faz uma afirmação que vai de encontro a muitas das conversas que se ouvem no País.

Assinado por Liam Denning, o texto aponta a corrupção “relativamente” baixa como um dos fatores que explicam que “ainda há apetite” dos investidores estrangeiros pelo mercado brasileiro de ações.

“O Brasil se beneficia de uma reputação relativamente melhor em relação à corrupção”, diz o texto, ao comparar o mercado brasileiro com o russo.  “Classificado em 75º no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional, [o Brasil] não é uma Suíça. Mas é o mais bem classificado entre os Brics [grupo que reúne Brasil, Rússia, China e Índia]”, afirma o articulista.

Além da questão da corrupção, o texto aponta as projeções de capitalização da Petrobrás como outro fator para acreditar que há “apetite” pelo mercado brasileiro. A expectativa é de que a petrolífera levante US$ 25 bilhões.

Um terceiro sinal de que a bolsa brasileira ainda traz boa perspectiva, diz o artigo, foi a oferta de ações da Gafisa na quarta-feira (24), que movimentou US$ 520 milhões, além os papéis da empresa terem terminado o dia em alta.

O texto não deixa de citar os pontos negativos, entre eles o fato de “metade do mercado brasileiro estar exposto a matérias-primas e energia”.

Leia a análise no site do Wall Street Journal (em inglês)

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