As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Crescem preocupações sobre dívidas de países, diz ‘FT’

Carla Miranda

28 de dezembro de 2009 | 11h24

As chamadas dívidas soberanas – compromissos dos governos em moeda estrangeira – estão se tornando uma nova preocupação entre banqueiros, consultores de risco e auditores, afirma reportagem do jornal britânico Financial Times.

Trata-se de uma mudança de foco dos profissionais do mercado financeiro, que, nos últimos dois anos, estavam mais atentos a problemas relacionados a hipotecas e dívidas de empresas. Com as recentes “desgraças” ocorridas em Dubai e na Grécia, nas palavras do FT, os olhos agora miram mais de perto o risco de moratória de países e governos regionais altamente endividados.

O especialista John Hitchins, da PwC, considera que o risco da dívida soberana é motivo de preocupação e, mesmo assim, os responsáveis não estão se esforçando para fazer provisões. Mas ressalvou que alguns países (sem citar quais) estão claramente lutando contra esse problema.  

A agência de classificação de risco Moody’s alertou para a possibilidade de os bancos centrais falharem em suas estratégias de saída das políticas adotadas para estancar a crise financeira.

Uma consultoria de risco, a Control Risks, informou que aumentou consideravelmente a demanda de clientes, como companhias de seguros, interessados em entender a influência do fator político nos riscos das dívidas soberanas.

A Control Risks concluiu, após estudar 48 países, que as nações da zona do euro, como a Grécia, oferecem baixo risco, dada a probabilidade de os demais membros do grupo ajudarem. A preocupação se volta mais para países como Cazaquistão, Ucrânia, Seychelles e Eritrea, que estão mais isolados politicamente dos desenvolvidos e têm menos chances de contar com apoio externo.

Leia a reportagem do Financial Times (em inglês)

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.