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EUA: sindicatos do setor público ganham espaço sem precedentes

Sindicatos do setor público crescem e protestam contra governos estaduais

Carla Miranda

28 de fevereiro de 2011 | 15h02

Nunca antes na história dos Estados Unidos os sindicalistas do setor público foram mais numerosos que os do setor privado. Não com essas palavras, o jornal “The Washington Post” apresenta dados mostrando “profundas mudanças no sindicalismo norte-americano” após a crise.

Os sindicatos do setor público ultrapassaram os do setor privado em número de membros. O primeiro grupo reúne 7,6 milhões de pessoas, enquanto o segundo está com 7,1 milhões. E isso aconteceu justamente no momento em que os EUA tentam conter gastos públicos devido à dívida estratosférica que o país contraiu durante a crise.

O país já caminhava para essa situação desde os anos 1980, mas o processo acelerou-se a partir de 2008. Um gráfico publicado no jornal mostra que a curva do número de servidores públicos sindicalizados é ascendente desde 1985; já a dos membros de sindicatos do setor privado é descendente.

A combinação de dois fatos conflitantes – o aumento do número de servidores sindicalizados e a necessidade do governo de cortar gastos – gerou um novo tipo de batalha sindical nos EUA, a que opõe servidores públicos a funcionários privados e empresários.

Na última sexta-feira, a assembleia do Estado de Wisconsin aprovou um projeto de lei que revisa leis trabalhistas e, segundo sindicalistas do setor público, reduz direitos dos servidores. A decisão gerou protestos também em capitais de outros Estados.

Alguns políticos ligados a sindicatos do setor privado estão a favor do projeto. “Eu acredito no que os sindicatos fazem, mas eu fui eleito para representar todos os contribuintes”, afirmou o democrata Jeff Berding ao “Washington Post”.

Uma observação: o fato de haver mais pessoas sindicalizadas no setor público não significa que haja mais servidores do que funcionários privados. Na área estatal, 36% dos trabalhadores pertencem a um sindicato; na área privada, apenas 7%.

Leia a reportagem no site do “Washington Post” (em inglês)

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