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Dilma: ‘Brasil lutará contra manipuladores de moedas’

Em artigo no 'Financial Times', presidente insinua que protecionismo pode aumentar

Carla Miranda

21 de setembro de 2011 | 17h05

Atualizado às 17h39

Dilma Rousseff ONU

A presidente Dilma Rousseff afirmou, em artigo publicado no site do “Financial Times“, que “o Brasil lutará contra manipuladores de moedas“. Resumidamente, ela insinua que, se os países que emitem as moedas mundiais continuarem desvalorizando suas divisas, os emergentes vão responder com medidas protecionistas.

O texto é uma crítica à forma como os países desenvolvidos estão lidando com a crise. Na opinião da presidente, eles adotaram políticas monetárias “extremamente expansionistas” em vez de fazer uma “combinação mais moderada de estímulos monetários e fiscais”. Em outras palavras, reduziram a taxa de juros a praticamente zero e emitiram títulos públicos (em alguns casos, dinheiro vivo) ou se endividaram para salvar a economia após a crise de 2008.

“[As economias avançadas] estão recorrendo a taxas de câmbio desvalorizadas para assegurar sua participação no mercado mundial. Essa onda de desvalorizações unilaterais e competitivas cria um círculo vicioso que leva ao protecionismo no comércio e nas taxas de câmbio“, afirma a presidente.”Isso teria um efeito devastador para todos, mas especialmente para os países emergentes.”

O artigo tenta convencer as economias avançadas de que não vale a pena continuar “administrando a liquidez internacional sem um senso de bem coletivo” e que o melhor caminho para superar a crise global é por meio de um a ação coordenada entre todos os membros do G-20, “sem exceção”. A ideia de união entre as nações desenvolvidas e emergentes já havia sido evocada no discurso de Dilma na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta quarta-feira, 21.

Leia o artigo de Dilma Rousseff no site do ‘Financial Times’ (em inglês)

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