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Para Economist, governo do Brasil ‘apaixona-se’ pelo Estado

Para revista, ideia de que Estado salvou a economia é 'parcialmente' certa

Carla Miranda

31 de março de 2010 | 17h35

A revista britânica The Economist publica na edição desta semana uma reportagem sobre a defesa do papel do Estado na economia pelo governo brasileiro e pela candidata à presidência Dilma Rousseff.

Com o título “Apaixonando-se de novo pelo Estado”, a revista lança uma questão: “É apenas retórica, ou o governo está aprendendo lições erradas com a retomada econômica do País?”.

O texto diz que existe toda uma retórica em favor do aumento do papel do Estado na economia, mas acrescenta que “é improvável que a eleição altere o equilíbrio entre o setor privado e o Estado no Brasil”.

Para exemplificar essa suposta separação de retórica e ato, o texto cita como exemplo o próprio discurso de Dilma: “Quando a sra. Rousseff não está louvando as estatais brasileiras, ela normalmente fala sobre a necessidade de parcerias entre o Estado e o setor privado”.

O governo vem defendendo que os bancos públicos e a Petrobras ajudaram a evitar que a crise atingisse o Brasil de forma mais intensa. Os primeiros oferecendo mais empréstimos que os bancos privados, e a segunda investindo.

A Economist afirma que esse argumento do governo está “parcialmente correto”, mas “não é o quadro completo”. Ela diz que a crise pela qual os bancos privados brasileiros passaram nos anos 1990 obrigou-os a aumentar suas reservas, o que teria ajudado a evitar quebradeira em grandes instituições financeiras.

Leia a reportagem no site da Economist (em inglês)

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