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‘Economist’: Zona do euro pode acabar se políticos não agirem

Revista disse que os políticos europeus estão agindo como sonâmbulos

Nayara Fraga

24 de maio de 2013 | 15h26

Fernando Nakagawa, correspondente

Políticos europeus estão agindo como sonâmbulos e, se não saírem da letargia em que se encontram, a zona do euro se estagnará ou pode ter até uma ruptura, diz reportagem da revista The Economist que chega neste fim de semana às bancas. A capa da publicação mostra uma montagem com fotos de nove líderes da Europa caminhando despreocupados em direção a um precipício.

A revista lembra que a economia da região encolheu pelo sexto trimestre consecutivo e destaca que a contração da atividade está se espalhando para países importantes, como a Holanda, ou mais resilientes, como a Finlândia. O texto ainda lembra que o desemprego de 12% é recorde e que, a despeito dos intensos cortes de gastos recentes, os déficits dos governos da região são “altos e persistentes”.

“Os bancos são descapitalizados e os credores internacionais estão preocupados com as suas perdas que ainda serão contabilizadas”, diz a revista. “A zona do euro pode não estar prestes a colapsar, mas a calma em Bruxelas não é um sinal de convalescência, e sim de decadência. Para o bem de todos, os líderes da Europa devem sair da letargia. Eles devem compreender que, se não agirem, a zona do euro irá encarar uma estagnação ou até a ruptura, possivelmente ambos”.

Após anos de crise, a revista diz que a lista do que precisa ser feito é clara e a união bancária aparece entre as prioridades. “Como a pressão diminuiu, o debate está concentrado em aspectos técnicos e o debate sobre a histórica dívida bancária”, diz o texto que aponta para os alemães como um dos culpados pela interrupção dos avanços sobre o tema. “Este atraso é altamente prejudicial”, diz o texto.

Para a Economist, os Estados Unidos se recuperaram antes da Europa “não só porque eles têm sido menos austeros”. “Mas também porque resolveram rapidamente seus problemas com os bancos para que eles possam emprestar novamente”.

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