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Empresas americanas voltam a produzir dentro dos EUA

Em 2015, será indiferente ficar nos EUA ou ir à China, diz consultor

Carla Miranda

12 de maio de 2011 | 15h21

Empresas norte-americanas que nas últimas décadas têm investido em países emergentes agora começam a voltar para casa, observa uma reportagem da revista “The Economist”.

A Caterpillar, fabricante de máquinas, está transferindo para o Texas parte da sua produção de escavadores, até então localizada em outros países. A Sauder, fabricante de móveis, e a NCR, que produz caixas eletrônicos, também estão voltando para o seu país. A Wham-O, de brinquedos e artigos esportivos, transferiu para os EUA o que era feito na China e no México.

Esses três casos não ocorreram por acaso. Um consultor entrevistado pela “Economist” vê o início de um “renascimento da indústria americana”. Ele disse que sua consultoria, a Boston Consulting Group, recomenda a clientes que invistam dentro dos EUA. Não por uma questão de patriotismo, mas porque os salários têm aumentado em países emergentes, de forma que produzir fora deixe de valer a pena.

“Por volta de 2015”, diz o consultor, “será indiferente, para os fabricantes, produzir nos Estados Unidos ou na China se o objetivo for vender para consumidores americanos”. Por enquanto, a China ainda atrai empresas que produzem para vender aos EUA. Mas os salários no país asiáticos subiram 69% de 2005 a 2010, enquanto nos EUA eles tiveram crescimento baixo.

Outro caso que confirma essa tendência foi o anúncio da General Motors de investir US$ 2 bilhões dentro dos EUA.

Leia a reportagem no site da revista “The Economist” (em inglês)

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