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Espanha proíbe apostas contra empresas listadas na bolsa

País tenta reduzir a volatilidade nos mercados após forte queda das ações

Carla Miranda

24 de julho de 2012 | 07h00

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“A crise pariu um novo dogma: comprar um ativo esperando que seu preço suba é investir e vendê-lo acreditando que a cotização cairá é especular.”

Foi dessa forma que o site El País interpretou uma decisão da Espanha de proibir apostas contra empresas listadas na bolsa de Madri.

A Comissão Nacional do Mercado de Valores, que regula os negócios com ações, anunciou que os investidores não poderão mais vender ações que não possuem com o objetivo de lucrar com a baixa dos papéis.

Nesse tipo de operação, um especulador toma ações emprestadas por um tempo determinado, prometendo devolvê-las com juros. Em seguida, vende-as no mercado, espera o preço cair e compra-as novamente (pagando mais barato). Depois ele devolve ao investidor os papéis recém comprados, pagando juros. Se o preço da ação tiver caído mais do que os juros, o especulador embolsa a diferença. Se cair menos ou subir, o especulador perde.

A CNMV acredita que, proibindo esse tipo de negócio, a volatilidade deve diminuir. O site El País nota que o índice de referência da bolsa de Madri, o Ibex 35, chegou a cair 5,4% durante o dia, mas depois fechou com queda de apenas 1,1%.

A Itália também tomou decisão semelhante, com o objetivo de reduzir a volatilidade.

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