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Escolaridade nos EUA para de crescer após décadas de evolução

Dados indicam que jovens americanos têm mesmo nível educacional dos pais

Carla Miranda

26 de abril de 2012 | 13h01

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O nível de escolaridade nos Estados Unidos parou de crescer nos últimos anos, interrompendo uma trajetória de evolução que durou décadas, mostra uma reportagem do Wall Street Journal.

“Ao longo da história americana, quase todas as gerações tiveram um nível substancialmente maior de educação do que as de seus pais. Agora, isso deixou de ser verdade”, afirma o jornal.

Nos EUA, o porcentual de pessoas que têm curso superior (cerca de 40%) é o mesmo tanto para quem tem idade entre 25 e 34 anos como para os que têm de 55 a 64 anos. O dado é um indicativo de que a população jovem no país não se escolarizou mais do que a geração anterior.

Ainda se poderia pensar que os americanos já atingiram um nível muito alto de escolaridade e por isso seria natural que a nova geração não conseguisse ir muito além.

No entanto, em vários outros países ricos, como Reino Unido, França, Japão e Suécia, a escolarização continua aumentando, como mostra o gráfico abaixo, reproduzido do site do Journal.

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No Canadá, a população entre 55 e 64 tem exatamente a mesma escolaridade que nos EUA (40% têm superior completo). Porém, os jovens canadenses estão muito à frente dos seus pais (e dos jovens americanos) em educação formal: quase 60% completaram o curso universitário.

Alemanha, Áustria, Estônia, Israel e EUA são os únicos cinco países, de uma lista de 29, em que o porcentual de jovens com curso superior é próximo do da geração de seus pais.

O Journal observa que hoje existe muito ceticismo nos EUA em relação ao retorno financeiro de um curso superior. Por um lado, o custo de fazer uma faculdade aumentou, em dez anos, 72% mais do que inflação. Por outro, muitos cursos não garantem bons empregos. É verdade que um engenheiro da área de petróleo ganha em média US$ 120 mil por ano, mas há outros diplomas bem menos “rentáveis”, como o preparatório para ensino infantil, que proporciona uma renda anual de US$ 36 mil em média.

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