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EUA não apoiam emergente no FMI, diz ‘Wall Street Journal’

Pela tradição, país tem o direito de indicar o número dois da instituição

Carla Miranda

20 de maio de 2011 | 11h54

Os Estados Unidos não apoiam a indicação de um representante de um país em desenvolvimento na direção do FMI (Fundo Monetário Internacional), afirma o jornal americano “The Wall Street Journal”.

“Os EUA, país com maior participação no FMI, não estão apoiando a causa dos países em desenvolvimento”, diz a reportagem. “Enquanto autoridades americanas se mostram por trás de um compromisso do G-20 por um ‘processo seletivo aberto, transparente e baseado no mérito’, esta linguagem não reflete uma mudança na forma já existente de abordagem de discussão sobre a escolha de um novo chefe do FMI”, afirma o diário.

O “WSJ” lembra que, assim como existe a tradição de que o diretor-gerente do FMI seja sempre europeu, há também o costume de nomear um americano para o segundo cargo mais importante da instituição. Ainda, existe o acordo não escrito entre EUA e Europa de que o Banco Mundial seja chefiado por um americano.

A renúncia de Dominique Strauss-Kahn ao cargo de diretor-gerente do FMI desencadeou uma disputa entre a Europa e países emergentes. Nações em desenvolvimento como China, Brasil, África do Sul, Indonésia, Filipinas, Tailândia, Chile e outros manifestaram interesse em quebrar a tradição e indicar um nome para o FMI.

No entanto, os europeus se mostram mais ágeis. Os jornais “Financial Times” e “Wall Street Journal” avaliam que os países emergentes precisariam se unir para conseguir indicar um nome. Existem várias possibilidades, mas não um consenso. Já no caso da Europa, está se formando um consenso em cima da ministra das Finanças da França, Christine Lagarde. A Alemanha, maior economia da Europa, apoia a francesa, como declarou Angela Merkel, chanceler alemã.

Leia a reportagem no site do “Wall Street Journal” (em inglês)

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