As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

EUA preparam plano para o caso de calote, diz ‘WSJ’

Governo pode abrir informações sobre o que faz com os títulos da dívida

Carla Miranda

28 de julho de 2011 | 10h05

Atualizado às 13h38

Uma reportagem do “Wall Street Journal” afirma que o governo dos Estados Unidos prepara-se para informar a população sobre quem terá prioridade para receber dinheiro público caso não seja aprovado aumento do teto de endividamento do país.

Diversos grupos, de detentores de títulos da dívida a aposentados, fazem pressão para que o governo divulgue, antes do dia 2 de agosto, seus planos para o caso de calote.

Executivos de Wall Street acreditam que os credores dos EUA terão prioridade para recebimento do dinheiro, em detrimento de aposentados e pensionistas. “Isso evitaria que o país ficasse inadimplente em seus títulos de dívida – algo que até a Grécia conseguiu evitar”, afirma o jornal. Por outro lado, tal situação provocaria “ira” em parte da população, que entraria com ações judiciais contra o governo, gerando instabilidade política e incertezas nos mercados.

Quem vai ficar sem?

Dados publicados no “Journal” dão uma ideia do quão difícil será para o governo escolher quais serão as vítimas diretas de um possível calote. A receita do governo federal dos EUA projetada para agosto é de US$ 172 bilhões; no entanto, as despesas previstas são de US$ 307 bilhões. Só na área de saúde, os gastos estimados dos sistemas Medicare e Medicaid são de US$ 50 bilhões no mês; o pagamento de juros projetado é de US$ 29 bilhões.

Ou seja, mesmo se o governo cortasse metade do dinheiro para esses sistemas de saúde não teria como pagar totalmente os juros. Teria que reduzir também, por exemplo, despesas com defesa (que devem custar US$ 31,7 bilhões ao país em agosto, na projeção atual) ou auxílio a desempregados (US$ 12,8 bilhões).

Veja também

OBSERVAÇÃO: O portal do Estadão não aceita comentários em que predominam letras maiúsculas (veja o Código de Conduta)

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.