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EUA: ranking mostra reviravolta no pagamento a executivos

Quem sempre ganhou muito bem foi desbancado por quem não ganhava tanto

Carla Miranda

11 de fevereiro de 2010 | 13h04

O New York Times desta quinta-feira traz o ranking dos executivos do setor financeiro mais bem pagos dos Estados Unidos e constata: a hierarquia do pagamento de bônus está passando por uma reviravolta. Quem sempre ganhou muito, já não ganha mais tanto. Os bancos que pagavam menos, agora remuneram melhor.

Mais: os chamados CEOs (sigla em inglês que equivale a presidente-executivo), que sempre estiveram no topo das listas, agora recebem praticamente o mesmo – ou às vezes menos – do que alguns de seus subordinados.

A mudança de tendência é vista logo no topo do ranking: o executivo mais bem pago de todos está muito longe de Wall Street. É John Stumpf, que comanda o banco Wells Fargo, com sede em São Francisco (Califórnia). Ele levou US$ 18,7 milhões em dinheiro e ações em 2009, uma alta de 64% em relação a 2007, ano anterior à crise financeira internacional.

Wall Street aparece em segundo lugar, com a metade do valor. Lloyd Blankfein, do Goldman Sachs, levou US$ 9,7 milhões em 2009. Antes disso, ele chegou a ser considerado um símbolo da nova leva dos milionários de Wall Street.

O pagamento a executivos de bancos foi fortemente criticado nos EUA depois que empresas socorridas pelo governo continuaram distribuindo bônus em valores semelhantes ao verificado antes da crise.

Leia a reportagem no site do NYT (em inglês)

Veja o ranking dos executivos de bancos mais bem pagos nos EUA

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