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EUA são cada vez menos inovadores, dizem pesquisas

No país da Apple e do Facebook, apenas 9% das empresas têm inovado

Carla Miranda

28 de janeiro de 2011 | 15h25

No país da Apple e do Facebook, apenas 9% das empresas promoveram alguma inovação entre 2006 e 2008, seja no processo produtivo ou no lançamento de produtos, segundo a National Science Foundantion.

Esse é apenas um dos dados que o jornal “The Washintgon Post” reuniu para mostrar que os Estados Unidos são um país cada vez menos inovador. Trata-se da perda gradual de uma característica que contribuiu para a formação da maior economia do mundo.

É verdade que a área de tecnologia da informação permanece em ritmo avassalador: 77% das companhias norte-americanas de software inovaram no período. Mas esse setor é uma exceção. Veja alguns números e fatos citados pelo “Washington Post”:

– Apenas 9% das empresas dos EUA inovaram nos processos produtivos ou no lançamento de produtos, segundo a National Science Foundantion.

– Na área de saúde, apenas 10% das companhias norte-americanas inovaram no período.

– Na indústria farmacêutica, especificamente, 45% das empresas tiveram inovações, contando com o apoio do National Institute of Health, cujo orçamento dobrou de 1998 a 2004.

– O primeiro carro híbrido, abastecido com energia elétrica e gás, fabricado em massa foi inventado no Japão. No passado, a indústria automobilística dos EUA já esteve na vanguarda dos lançamentos.

– Apesar de os EUA serem um país enorme, a Europa tem um sistema melhor de trens de alta velocidade.

– O terceiro maior fabricante de painéis de energia solar dos EUA, Evergreen Solar, anunciou nesta semana que demitirá 800 funcionários no país. A companhia fechará sua fábrica em Massachusetts e abrirá uma na China.

A reportagem foi inspirada pelo discurso em que o presidente do país, Barack Obama, disse que os EUA vivem um novo “momento Sputnik”, em referência ao satélite russo que deixou os norte-americanos para trás, momentaneamente, na corrida tecnológica.

Veja mais dados no site do ‘Washington Post” (em inglês)

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