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Europeus e emergentes disputam direção do FMI

Enquanto Europa já tem nomes na ponta da língua, emergentes divergem entre si

Carla Miranda

19 de maio de 2011 | 10h23

Atualizado às 12h04

A renúncia de Dominique Strauss-Kahn ao cargo de diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional) desencadeou uma disputa aberta entre a Europa e países emergentes.

Enquanto Strauss-Kahn estava no poder, representantes de diversos governos, inclusive de países da Europa, manifestaram necessidade de que o FMI tivesse uma representação maior das nações emergentes. Agora, no entanto, com o cargo de diretor-gerente em aberto, ficou clara a divergência entre os europeus e os países em desenvolvimento.

Enquanto a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse que “há boas razões” para que o cargo continue nas mãos de um europeu, como noticiou toda a imprensa, representantes da Tailândia, das Filipinas e da Indonésia afirmavam que queriam um preposto da Ásia ou de um país emergente na chefia do FMI, conforme destacou o “Wall Street Journal”. O da Tailândia chegou a indicar o nome do ministro da Economia de Cingapura.

Além desses países, a China, o Brasil, o Chile e a África do Sul manifestaram desejo de que a tradição de o FMI ser dirigido por um europeu fosse quebrada.

A dificuldade está no fato de que os emergentes têm divergências entre si, devido a diferentes interesses econômicos, avalia o “Financial Times“. Já os europeus têm um nome cada vez mais citado como favorito, o da ministra das Finanças da França, Christine Lagarde. “Os emergentes precisam se unir” para indicar um candidato “em bloco”, afirma o “FT”.

O jornal “The New York Times” também vê Lagarde como favorita. “Em encontros sobre finanças em qualquer lugar do mundo, ela é tratada praticamente como uma estrela do rock”, disse ao “NYT” Kenneth Rogoff, ex-economista-chefe do FMI.

O “Wall Street Journal” traz a mesma avaliação. “A única forma de barrar o nome de Lagarde seria se os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) rapidamente chegassem a um acordo sobre um candidato e forçassem a Europa e os EUA a dar uma resposta”, escreve o “Journal”.

Entre os europeus, outros possíveis nomes são citados além de Lagarde. O jornal “The Times” menciona o chefe do Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento, Thomas Mirow, e o suíço Josef Ackermann, presidente do Deutsche Bank.

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