As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Farmacêuticas ganham com reforma na saúde dos EUA

Patentes de remédios ligados a biotecnologia ganham 12 anos de proteção

Carla Miranda

22 de março de 2010 | 09h58

Atualizado às 10h25

Nem todas as empresas da área de saúde serão prejudicadas com o projeto de reforma do setor proposto pelo governo dos Estados Unidos, e aprovado pela Câmara na noite de ontem (domingo, 21).

Segundo análise do diário The Wall Street Journal, os fabricantes de remédio terão que pagar US$ 5 bilhões a mais do que originalmente aceitaram, mas terão benefícios que compensarão essa perda.

A indústria farmacêutica ganhará 12 anos de proteção às suas patentes contra medicamentos genéricos no caso de drogas ligadas a biotecnologia, “um negócio cada vez mais importante e lucrativo”. Ainda, a nova legislação não impede as donas de patentes de pagarem aos fabricantes de genéricos para que elas continuem com a exclusividade da produção de determinadas drogas por mais tempo quando o prazo da patente expirar.

Além da questão das patentes, as farmacêuticas também devem ganhar novos clientes, uma vez que 32 milhões de norte-americanos podem passar a ter um plano de saúde, aumentando a demanda por medicamentos.

A indústria farmacêutica ainda conseguiu impedir uma série de medidas que acabariam cortando o seu faturamento, como a que permitia ao governo negociar o preço de alguns remédios para idosos.

O grupo que representa o setor farmacêutico estima que a reforma da saúde tenha um impacto positivo de 1% ou 2% no faturamento das empresas do segmento. “É provavelmente a indústria eu se saiu melhor”, disse ao jornal Ira Loss, da empresa de pesquisa Washington Analysis.

Leia a reportagem no site do Wall Street Journal (em inglês)

Entenda a reforma da sáude nos EUA

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.