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FBI investiga ataque de ‘hackers’ ao Citi, diz jornal

Carla Miranda

22 de dezembro de 2009 | 10h59

O Escritório Federal de Investigações dos Estados Unidos (FBI, Federal Business of Investigation) apura uma violação no sistema informático do Citigroup que pode ter provocado perdas de dezenas de milhões de dólares, afirma o diário The Wall Street Journal nesta terça-feira.

O ataque provavelmente teve como alvo o Citibank (subsidiária do Citigroup), incluindo o banco de varejo na América do Norte e outros negócios.

O diretor de Serviços Investigativos e de Segurança do Citi, Joe Petro, nega enfaticamente. “Nós não tivemos violação no sistema e não tivemos perdas, nem para os clientes, nem para o banco”, afirma. “Qualquer alegação de que o FMI está atuando em um caso do Citigroup envolvendo dezenas de milhões em perdas simplesmente não é verdadeira.”

O jornal, no entanto, insiste na reportagem e dá mais detalhes, apesar de as assessorias de imprensa das agências do governo norte-americano não comentarem o caso oficialmente. A suspeita, segundo a publicação, é de que o ataque teria ocorrido em meados de 2009, mas os investigadores não descartam a possibilidade de ter acontecido um ano antes.

O empresário Robert Blanchard tentou acessar, pela internet, a conta da sua companhia no Citibank no dia 6 de julho, às 3 da manhã, mas não conseguiu. Quando ele tentou resolver o problema na sua agência, constatou que alguém havia transferido US$ 1.007.655 para bancos na Latvia e na Ucrânia. “Nem o banco consegue agir tão rápido quanto esses caras”, disse a vítima ao Wall Street Journal.

Os “hackers” (termo usado pelo jornal) estariam ligados a uma organização criminoza da Rússia. A ameaça teria sido detectada, de acordo com o WSJ, por investigadores dos EUA que identificaram acessos ao site do Citi vindos de endereços na internet que haviam sido usados pela “Rede de Negócios da Rússia”, um grupo que já vendeu ferramentas e softwares para acessar sistemas do governo norte-americano.

Oficiais dos EUA estão preocupados, sempre segundo o WSJ, porque, mais do que roubar dinheiro, os “hackers” poderiam tentar manipular ou destruir dados, devastando o sistema bancário. Atualmente, o governo dos EUA é proprietário de 27% do Citigroup.

Leia a reportagem do Wall Street Journal na íntegra, em inglês

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