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Fed diz que juro básico perde importância e propõe outro indicador

BC dos EUA sugere elevar taxa paga aos bancos para deixar dinheiro parado

Carla Miranda

10 de fevereiro de 2010 | 14h56

O juro básico, que tem sido um dos indicadores com que os analistas de mercado mais se preocupam, perde importância neste momento em que os Estados Unidos se preparam para um período de saída da crise, afirmou o presidente do Federal Reserve (banco central norte-americano), Ben Bernanke, em depoimento no Congresso.

A informação havia sido antecipada pelo Wall Street Journal e registrada no Radar Econômico. Agora, Bernanke confirmou sua intenção de usar um novo instrumento para orientar a política monetária, como relatam os principais jornais, inclusive o Wall Street Journal.

A afirmação é parte de um depoimento de Bernanke sobre o que o Fed pretende fazer quando a economia dos EUA estiver consolidando o processo de retomada.

Nas palavras do chefe do BC norte-americano, o juro básico estaria, neste momento, “menos confiável do que normalmente para medir as condições dos mercados no curto prazo”, como destaca o Financial Times.

A partir de agora é possível que o Fed passe a usar uma outra taxa como referência: aquela que os bancos recebem ao deixar dinheiro aplicado no BC. Essa taxa foi criada em outubro de 2008, no auge das preocupações com os mercados financeiros, e é de 0,25% ao ano.

A idéia é que, elevando essa taxa, os bancos mantenham o dinheiro no Fed por mais tempo e, dessa forma, deixem de emprestar esse capital às pessoas ou às empresas, desestimulando o consumo e o endividamento. Em outras palavras, a sugestão é de que, para desestimular o consumo, os bancos deixem o dinheiro parado no Fed.

Por enquanto, é a taxa básica de juros que determina a “postura” do Fed em termos de política monetária. Trata-se da taxa em que se baseiam os juros pagos pelo governo aos seus credores. Atualmente, ela varia entre 0% e 0,25% ao ano.

Leia a íntegra do depoimento de Bernanke (em inglês)

Leia a reportagem do Wall Street Journal (em inglês)

Leia reportagem do Financial Times (em inglês)

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