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FMI divulga avaliação de sistema financeiro do Brasil

Alta de preços dos imóveis no País é motivo de preocupação para Fundo

Nayara Fraga

06 de junho de 2013 | 14h33

Altamiro Silva Júnior e Andreia Lago

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou nesta quinta-feira nota técnica avaliando o setor financeiro brasileiro e um conjunto de medidas macroprudenciais usadas em 2010 para garantir a estabilidade do sistema. O documento foi concluído em janeiro e traz sete recomendações para o Brasil.

Uma das sugestões é que o País crie um comitê para monitorar o risco sistêmico e coordenar crises. Seria um comitê formados por diversos representantes do setor financeiro.

Outra recomendação é que o Brasil deveria desenvolver modelos analíticos avançados para avaliar o risco sistêmico. O relatório fala também em criar um índice de preços de moradia, com abrangência nacional.

O documento do FMI revela preocupação com a alta de preços dos imóveis, que tem sido rápida em algumas regiões metropolitanas, especialmente São Paulo e Rio de Janeiro. Em média, o preço dos imóveis tem subido cerca de 30% ao ano, moderando um pouco em 2011, destaca o relatório.

Sobre o sistema financeiro, o documento destaca a concentração do setor, sobretudo na mão de grandes instituições locais, e a forte presença dos bancos públicos no mercado de crédito. A presença de instituições estrangeiras, que representam 20% dos ativos, é considerada baixa. O documento aponta que o risco sistêmico é baixo, mas o ambiente é desafiador. Um dos riscos mencionados é sobre a possibilidade de aumento de inadimplência, em meio ao forte crescimento do crédito em anos recentes, que fez os níveis de endividamento das famílias crescer em anos recentes, para níveis que devem ser olhados com cuidado.

O Brasil está exposto às incertezas da economia global e a volatilidade do fluxo de capital, mas as grandes reservas internacionais do país fornecem um “colchão” significativo.

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