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Ford deve extinguir Mercury, após 71 anos no mercado

Presidente da empresa obtém apoio de membros da família Ford para eliminar marca

Carla Miranda

28 de maio de 2010 | 10h29

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Mercury Milan 2010: futuro da marca é questionado desde 2006 (foto: divulgação)

O presidente da Ford, Alan Mulally conseguiu o apoio de membros chave da família Ford para seu plano de extinguir a marca Mercury, lançada há 71 anos, segundo notícia publicada no jornal The Wall Street Journal. A reportagem disse ter obtido a informação com pessoas ligadas ao negócio.

Segundo o jornal, Mulally já convenceu o presidente do conselho da empresa, William Ford Jr., e a prima dele, Elena Ford, que trabalha na companhia. Com isso, ele espera aprovação da proposta no conselho.

A reportagem lembra que Mulally já questionava o futuro da Mercury em 2006, quando assumiu o cargo, dois anos antes de estourar a crise dos Estados Unidos. Sua proposta era desfazer-se de marcas vinculadas à Ford, para investir mais na marca principal. Desde então, ele vendeu as marcas Jaguar, Land Rover e Volvo.

A decisão faz parte de uma tendência que vem sendo tomada pelas grandes montadoras dos EUA. A General Motors fechou as divisões Pontiac e Saturn (“e a Hummer parece estar sendo levada para o mesmo destino”, afirmou o Wall Street Journal).

A Mercury atingiu seu ápice em 1985, com 528 mil unidades vendidas; em 2009, o número não chegava a um quinto disso, ficando em apenas 92 mil veículos, segundo dados da Autodata, compilados pelo Wall Street Journal.

Segundo a reportagem, a Mercury funcionou bem quando seus carros tinham um preço intermediário, mais caros que os populares da Ford e mais baratos que os luxuosos da Lincolns. No final dos anos 1980, no entanto, a marca perdeu identidade, de modo que seus veículos não eram muito mais do que um Ford com alguns equipamentos diferentes, como a grade ou a traseira.

A Mercury foi criada em 1939 por Edsel Ford, filho de Henry Ford, fundador da companhia.

Leia a reportagem no site do Wall Street Journal (em inglês)

Veja também notícia sobre o assunto na Bloomberg (em inglês)

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