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França lidera movimento contra medida da Alemanha

Alemanha surpreendeu colegas do euro e derrubou bolsas na região

Carla Miranda

19 de maio de 2010 | 10h17

Atualizado às 11h

A França solicitou uma reunião de urgência com reguladores do mercado financeiro europeu para discutir as implicações da decisão unilateral da Alemanha de proibir as vendas a descoberto (em que o investidor vende um ativo que não tem ou que está emprestado), segundo reportagem no site do jornal britânico Financial Times.

Para o diário, a França está liderando uma reação europeia à decisão alemã de tomar a iniciativa sem avisar os demais membros da zona do euro. A reportagem informa que a Suécia e a Holanda também se manifestaram contrariamente à Alemanha.

A própria França resolveu, imediatamente, tomar uma medida similar. A crítica à Alemanha é pelo fato de ter surpreendido o restante da zona do euro com uma decisão que pode reduzir a liquidez no mercado de títulos e afetar outros países membros. Após a decisão alemã, as bolsas de valores da Europa operavam em forte queda.

A proibição de vendas a descoberto anunciada pela Alemanha atinge títulos da dívida soberana da eurozona,  ações de dez grandes instituições financeiras do país e os CDS (sigla para “credit default swap”, papéis que permitem a aplicadores trocarem a exposição a determinados investimentos). Vale a partir desta quarta-feira, até o final de março do ano que vem.

Ataque à especulação

Para a Alemanha, a proibição das vendas a descoberto é um ataque à especulação nos mercados financeiros. A justificativa apresentada pela chefe de governo do país, Angela Merkel, é de que os títulos da zona do euro estão em um momento de “excepcional volatilidade”.

Leia a reportagem no site do Financial Times (em inglês)

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