As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

‘FT’: Brasil parece retornar à ortodoxia econômica

Jornal britânico elogiou o corte de IOF e a elevação da Selic

Nayara Fraga

05 de junho de 2013 | 14h54

Fernando Nakagawa, correspondente

O fim da incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investidores estrangeiros interessados em renda fixa foi elogiada pelo jornal britânico Financial Times. Em dois textos, a publicação avalia positivamente a decisão anunciada ontem à noite e diz que o Brasil “parece retornar à ortodoxia” econômica com a medida divulgada uma semana após o aumento do juro básico.

“O Brasil acabou com uma das pedras angulares de sua guerra cambial contra a entrada de capital externo ao cortar o imposto sobre investimentos estrangeiros em títulos de renda fixa”, diz reportagem publicada na página do FT na internet.

Em outro texto, publicado no blog sobre mercados emergentes “BeyondBrics”, o jornalista Jonathan Wheatley diz que a decisão é “bem-vinda”. “O uso (do IOF) se enquadrava na categoria de controles de capital – o tipo de política heterodoxa que muitos investidores odeiam porque é arbitrário e imprevisível e distorce os fluxos do livre mercado”, diz.

Além disso, Wheatley lembra que a decisão do Ministério da Fazenda aconteceu apenas uma semana após o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar as taxas de juros em ritmo mais forte “apesar de os números do PIB do primeiro trimestre terem sido decepcionantes”. “Um sinal de que o BC estava falando sério sobre as metas de inflação”, diz. “Tomadas em conjunto, as duas medidas parecem um bem-vindo retorno à ortodoxia”, completa o texto.

O texto publicado no blog BeyondBrics observa que analistas elogiaram a decisão, mas o mercado permanece com cautela sobre o Brasil, já que há vários pontos que têm chamado a atenção dos investidores e continuam no radar mesmo sem o IOF para a renda fixa, como o ritmo fraco da economia e a deterioração da conta corrente.

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.