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‘FT’: Caso do banco Cruzeiro do Sul é ‘história de terror’

FGC constatou que rombo superou R$ 3 bi após descoberta de 'ativos não existentes'

Carla Miranda

22 de agosto de 2012 | 07h00

O caso do banco Cruzeiro do Sul “é o tipo de história de terror que todo regulador deveria temer”, segundo o blog BeyondBrics, do Financial Times.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) concluiu que o rombo no banco chegou a R$ 3,1 bilhões depois da descoberta de “ativos não existentes”, de modo que o patrimônio líquido ficou negativo em R$ 2,23 bilhões.

Para cobrir esse buraco, o FGC propôs recomprar papéis que estão nas mãos dos credores pagando menos da metade do valor (R$ 49,3%), o que gerou manifestação de descontentamento entre os que emprestaram dinheiro para o banco, em um encontro em Miami.

Mas se 90% dos credores não toparem, o acordo não é feito e o banco, hoje sob intervenção do Banco Central, fecha.

Apesar de a situação ser difícil para os credores, para o sistema financeiro como um todo não há motivo para pânico, segundo Joe Leahy, autor do texto. “Há 137 bancos no Brasil, a maioria dos quais está bem”, opina.

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