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‘FT’: Com Bolsa Verde, Rio pode virar polo financeiro alternativo

Capital fluminense lança espaço de negociação de ativos do meio ambiente

Carla Miranda

19 de dezembro de 2011 | 09h19

O jornal britânico “Financial Times” destacou na primeira página de seu site, no domingo (19), a notícia de que o Rio de Janeiro lançará amanhã a primeira bolsa de valores da América Latina voltada para ativos relacionados ao meio ambiente.

A Bolsa Verde do Rio de Janeiro, que será conhecida pela sigla BVRio, terá negociações de produtos já conhecidos, como créditos de carbono, mas também terá novidades, como papéis relacionados ao código florestal brasileiro, que exige de fazendeiros manter certo espaço de floresta dentro de sua propriedade.

Na avaliação do “FT”, o lançamento da Bolsa Verde é mais um sinal de que o Rio de Janeiro está em um ponto de virada. A cidade, que vinha perdendo importância para São Paulo no mercado financeiro, agora busca um nicho para se estabelecer como um polo alternativo à capital paulista.

No mês passado, a Direct Edge, quarta maior operadora de bolsa dos Estados Unidos, anunciou que abriria uma unidade no Rio. Ainda, a agência de classificação de risco Moody’s elevou a nota de crédito da cidade, apesar da crise mundial.

O “FT” afirma que a Bolsa Verde do Rio terá dois desafios. Primeiro, terá que lidar com o esfriamento do mercado de crédito de carbono. Segundo, precisará enfrentar a concorrência da BM&FBovespa, que já tem um programa de negociação de carbono e não permite que outras empresas usem seu sistema liquidação e custódia de ativos.

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